NÃO JULGUE SEM CONHECER

 Pense antes de responder, conheça antes de julgar.


Nestes tempos de pandemia, informações desencontradas e contra informações frequentes eu me recordo de uma história corrente nos Estados Unidos, que nos faz meditar melhor sobre opinar ou responder a aquilo que não conhecemos.

Era 1885. Um casal desceu do trem em Boston, meio amarfanhado pela longa viagem e se dirigiu ao gabinete do presidente da Universidade Harvard. Não haviam marcado audiência e a secretaria do presidente, talvez cansada, informou que não poderiam ser recebidos porque ele estava muito ocupado.

- Viemos da Califórnia para isso, - disse a senhora Jane, e podemos esperar por algum tempo. Sentaram-se na sala de espera e pacientemente aguardaram por algumas horas até que a secretaria, incomodada, foi ao presidente e lhe disse. – Há um casal aqui que deseja falar com o senhor e está esperando há horas. Quem sabe se o senhor lhes dirigir algumas palavras vão embora e me deixam em paz.

O presidente foi até a sala de espera e em pé, atendeu os visitantes, - O que desejam? A senhora disse: - Nosso filho morreu no ano passado e o sonho dele era estudar em Harvard. Pensamos em erigir um monumento em sua memória, se o senhor permitir.

O presidente, irônico, respondeu: - Minha senhora, tivemos milhares de alunos aqui e se fossemos fazer um monumento para cada um não haveria espaço no campus. Não – disse ela – não é uma estátua, pensamos em doar um edifício. 

Meio irritado ele retrucou: - A senhora tem ideia de quanto custa um edifício? Aqui em Harvard temos sete e meio milhões de dólares em prédios. 

Súbito silêncio. Ela olhou para o marido e disse – Leland, se é só isso podemos fazer a nossa própria universidade. E o casal Jane e Leland Stanford, ele ex-governador da Califórnia e mais tarde senador dos EUA, um dos homens mais ricos do mundo, dono das estradas de ferro americanas e da lendária Wells Fargo Co. saíram e em sua fazenda de 220 km2 em Palo Alto, na Califórnia, construíram a Leland STANFORD Junior UNIVERSITY, uma das melhores e mais prestigiadas universidades do mundo, onde nasceram o Google e este aplicativo que estamos usando.

A secretaria e o reitor não sabiam com quem estavam falando e certamente os julgaram pelas roupas amassadas e pela aparência cansada e o diretor respondeu sem sequer pensar na proposta.

Estamos presos em casa cansados do descanso e usando nossas roupas mais velhas e confortáveis. Dê atenção e ouça com carinho às pessoas que estão presas com você.

EDIFICIO SOCIAL - MAÇONARIA- Newton Agrella

 Newton Agrella é escritor, tradutor e palestrante. Um dos mais respeitados intelectuais da maçonaria no Brasil. 


É interessante que várias expressões maçônicas são frequentemente ouvidas pelos obreiros, contudo algumas delas soam pouco familiares à sua compreensão.


Este é o caso, por exemplo, de "Edifício Social".


Eis um termo que deveria ser mais explorado, analisado e estudado pelos Maçons.


A bem da verdade, "Edifício Social"  é uma terminologia que começou a ganhar vulto  com o advento da Maçonaria Especulativa.


Seu significado faz uma clara referência ao "modus operandi", isto é;  à Maçonaria Operativa, cuja atividade se baseava nas "construções físicas e civis".


O legado deixado como um simbolismo à "Maçonaria Especulativa"  foi o de alicerçar-se filosoficamente na construção do "edifício social ideal"  inspirado no aprimoramento humano de caráter moral, e intelectual, sem deixar é claro de se preocupar com o lado espiritual e esotérico que compõem o seu arcabouço.


Gradativamente a construção do "edificio social" foi alargando margens, superando barreiras e caracterizando a Maçonaria como um fórum ou uma "sociedade de pensamento" , de caráter  cosmopolita, preservando contudo seus segredos seculares.  


Esse "edifício"  ganha maior legitimidade quando o homem passa a se dedicar ao seu trabalho de aperfeiçoamento interior através do Simbolismo de natureza racional, espiritual, cultural e evolucional, visando sempre a prática do bem e do cultivo da Virtude.


A Maçonaria é antes de tudo um local para o  compartilhamento de idéias, conhecimento e de crescimento conjunto e individual.


Cabe registrar que o "edifício social" é erigido para que através de seus atributos o homem possa desenvolver sua dignidade combatendo todas as formas de injustiça, conspirações ideológicas, vícios, e o cerceamento da liberdade.


O maçom tem como missão levar para sua célula social o combate a toda forma de opressão, desigualdade e intolerância.


A liberdade é o meio que proporciona construir o "edifício social" sedimentado nos valores  da natureza humana.


A Maçonaria Especulativa preconiza a presença do despertar da consciência individual e da consciência universal para se construir literalmente uma sociedade liberta.


Para que o edifício social se solidifique e se torne pleno a ação integrada da sociedade deve pugnar permanentemente pelos direitos fundamentais do homem com liberdade de pensamento e de expressão.


Esse "edifício" não tem forma, retas, curvas ou cores. Ele se sustenta apenas e tão somente no seu conteúdo.


*NEWTON AGRELLA*

AJUDANDO O NOVO MAÇOM


A Maçonaria tem a responsabilidade de fornecer aos novos membros a oportunidade de conhecer e interagir com os outros, para ajudá-los a fazer a sua parte, e para fornecer conhecimento sobre a Fraternidade.
Isto requer um programa de orientação e deve ser um esforço de equipe que visa o desenvolvimento de cada Irmão ao seu pleno potencial. Mas o que geralmente acontece na maioria das Lojas entre o pedido de alguém para ser iniciado e da iniciação?
O cenário é alguma coisa assim: o comitê da Loja recebe uma petição e que é entregue a uma comissão de visita, que faz o seu trabalho e devolve o seu relatório. As Lojas fazem uma votação sobre o pedido de adesão e, se aceito, o candidato é, eventualmente, informado da data de sua iniciação. Existe alguma coisa faltando aqui?
Isto é onde um orientador e um programa de educação devem começar. Ele fornece a metodologia necessária para garantir que cada novo Irmão, antes mesmo de ele ser iniciado, seja devidamente instruído nos fundamentos básicos da Maçonaria.
O programa de tutoria ou orientação consiste em atribuir a cada candidato um Irmão experiente para atuar como seu mentor, educador e companheiro, que vai estar com ele ao longo de sua jornada através dos graus da Maçonaria. Ele também será provido com a literatura apropriada para explicar cada um dos três graus. Então, deixara de ser apenas um candidato, e se tornará um membro ativo da Loja, motivado e educado.
Muitos novos membros não permanecem ativos na Loja depois de ter atingido o Terceiro Grau porque não são estimulados o suficiente para mantê-los interessados​​. Geralmente é porque eles não entendem a Fraternidade acabam de entrar.
Cada candidato é um estranho para a Maçonaria e a Maçonaria é estranha para ele. Não é meramente a uma Loja que ele se junta, mas a uma grande fraternidade com uma história que remonta ao longo de muitos séculos.
Um candidato tem todo o direito de esperar que a Loja lhe proporcione muitas informações de que ele precisa. Mas muitos Irmãos nunca receberam estas informações e são autorizadas entrar e talvez prosseguir sem direção e sem instrução.
Durante anos, os líderes Maçons responsáveis ​​têm sido muito conscientes desses problemas. Foi em grande parte graças aos esforços de algumas províncias empreendedoras que nos últimos anos as coisas começaram a acontecer.
Falhas incorrem em perigo de enfraquecer a estrutura inteira tentando "construir muros duradouros com pedras brutas e argamassa fraca.”.
Além disso, não é apenas uma questão de ensinar os novos membros sobre as cerimônias, mas imbuí lós com o espírito da Maçonaria para que eles possam acreditar, e compreender seus propósitos e ideais.
Não é apenas o candidato que lucra com a tutoria. A Loja em si é reforçada por ter novos membros que, desde o início, podem tomar parte em suas atividades. Por isso, é necessário responder quatro questões fundamentais:
Podemos permitir que novos Irmãos passassem através dos três graus desinformados e sem instrução?
Deixamos de incentivar itens especiais nas reuniões da Loja para educar os Irmãos que frequentam regularmente?
A Loja permitiu que os oficiais despreparados viessem a presidir a cadeira do Mestre?

Falhamos em reconhecer que as qualificações de liderança são inatingíveis, se ignorarmos a necessidade vital de se tornar maçonicamente educado?
Se as respostas acima são 'Sim', então a Loja precisa de um programa de tutoria. Após recepção de um pedido de ingresso, o Mestre deve nomear uma pequena comissão e um deles continuará como o mentor. Eles se encontram com o candidato e sua família em sua casa e respondem quaisquer perguntas.
Ao ser proposto e aprovado, o mentor da Loja apresenta um termo como parte de uma equipe de educação da Loja, ou o mentor pode trabalhar sozinho e aprovar o programa. A Loja, em seguida, envia ao candidato uma carta de congratulações, incluindo a literatura relevante.
O mentor entrará em contato com o candidato e ira aconselhá-lo para que se programe de acordo com o calendário do seu Grau e convidar o candidato e sua mulher a qualquer Loja aberta, ou funções sociais.
O mentor vai manter contato durante o progresso do candidato através dos graus e vai ajudá-lo a preparar-se para cada fase, descobrir se o candidato tem amigos maçons ou associados que gostariam de participar das várias cerimônias. Acima de tudo, o mentor fará a que o novo Irmão tenha a sensação que se tornou parte da família maçônica.
O novo Maçom precisa conhecer e compreender os seus deveres como Mestre Maçom e quais são seus direitos e privilégios. Ele precisa de informações sobre as tradições e do trabalho da Maçonaria como um todo. Um devidamente educado, orientado e investido novo Maçom é um membro ativo de sua Loja.
O programa de tutoria é o primeiro passo para a retenção e expansão de membros da Loja. Combinado com um programa de educação maçônica cuidadosamente estruturada, que fornece um sistema coerente do ensino maçônico e retenção de membros.

Uma tradução livre de
Raymond Hollins
MQ Magazine
ISSUE 11, October 2004

LIVREM GAZA....DO HAMAS - Texto de Ariel Krok:




Veja que situação tão complicada para ambos os povos.

Os palestinos reféns de mais uma conflito em Gaza, com misseis sendo lançados de suas varandas, telhados, pracinhas.

Israelenses sendo atacados indiscriminadamente, sem sossego, centenas de mísseis por hora e só escapando por conta da defesa dos misseis antimíssil "Iron Dome", sem isto seria uma carnificina de civis em Israel, judeus e árabes!

Para se ter uma ideia, um único lapso, um míssil que passou quando o Iron Dome sofreu uma pane momentânea, foi o que matou uma senhora e sua cuidadora.

Hamas et caterva fazem seus lançamentos e estocam seus misseis e morteiros em escolas, hospitais, residenciais, mesquitas... já vimos isto antes. (https://www.unrwa.org/.../unrwa-condemns-placement)...

Tendo o dever de proteger sua população Israel precisa eliminar a fonte dos ataques palestinos, ou seja os lançadores de misseis e morteiros.

Infelizmente por estarem colocados (propositadamente) no meio das cidades, as respostas por vezes atingem quem não deveria, matam civis pegos no fogo cruzado, é uma consternação, de fato toda vida perdida é uma lástima.

Ainda assim há uma enorme diferença moral, enquanto o Hamas ataca com o declarado objetivo de acertar o maior numero de civis possível, Israel se defende com a maior precisão possível, usando enormes recursos financeiros, táticos, de inteligência, tecnológicos justamente para tentar evitar qualquer dano colateral.

Chegam ao ponto de mandar mensagens SMS e até chamadas telefônicas para avisar residentes de Gaza para se refugiarem em local seguro, enviam bombas tipo “knock on the roof” (https://www.dailymail.co.uk/.../Satellite-imagery-knock)...que fazem um barulho enorme quando batem no teto mas não causam danos, tudo para que as pessoas (inclusive terroristas infiltrados na população civil) possam ter tempo de se refugiar longe do prédio que será atingido.

Pergunto qual exercito no mundo faz isto? Qual entrega seu alvo para o inimigo antes do ataque? Qual faz o impossível para proteger a população civil do território inimigo, mesmo que o governo inimigo faça justo o contrario, fazendo o impossível para atingir a população civil Israelense, diga-se de passagem judeus e árabes! Qual?

 Então não caiam na falácia da "resposta desproporcional", não aceitem quando falam da diferença de mortos em cada lado tentando fazer qualquer tipo de equivalência moral, mesmo porque, como comprovado em conflitos anteriores, a maioria dos mortos do lado palestino é de militantes de grupos extremistas.

Lembre-se que se não houvesse o vultuoso investimento que Israel faz para proteger toda sua população, de escolas rabínicas a aldeias árabes, com abrigos antiaéreos, com sistema de monitoramento e alarmes, com o Iron Dome, o número de mortos israelenses seria bem maior que o de palestinos em Gaza, é isto que pedem como equivalência?

Mais israelenses mortos para acalmar sua sana pela tal proporcionalidade?

 Enquanto as mortes de civis são comemoradas pelos grupos radicais em Gaza, em Israel estas são lamentadas, analisadas e investigadas.

Mas certamente se o Hamas deixasse de investir a fortuna que gasta (com dinheiro de doações de todo mundo) em armas, túneis, balões incendiários e mísseis, e gastasse em escolas, hospitais, saneamento e lazer, a vida dos palestinos seriam imensamente melhor e não haveria guerra!

Free Gaza, from Hamas!

LUÍS GAMA - PATRONO DA ABOLIÇÃO


Contribuição do historiador paranaense Junior Hamilton. Publicado com autorização

A emocionante história de Luís Gama, o maior libertador de escravizados da história do país

Falar de Luís Gama e não se emocionar não é tarefa fácil, até seus biógrafos mais famosos dizem que sua vida daria um excelente roteiro de novela, daquelas em que os espectadores terminam o folhetim em prantos.

Sua mãe, Luiza Mahin, foi uma das idealizadoras da Revolta dos Malês, um levante de escravizados ocorrido na Bahia. Ela foi presa, condenada por conspiração e expulsa do país. Sem a genitora, o  pai de  Gama, um homem branco,  o vendeu como escravizado para um comerciante paulista. No momento da negociação, Luís tinha 10 anos de idade. Daí para a frente, sua vida passaria a compor uma das páginas mais belas da história do Brasil. 

Aos 17 anos, Gama aprendeu a ler e estudou direito, poesia, filosofia e jornalismo.  Compreendeu, de forma autodidata que, segundo o direito da época, por ser filho de mãe livre, sua situação de cativo era ilegal. Foi aos tribunais e conseguiu, judicialmente, a própria liberdade.  Junto com outros jornalistas, inaugurou a imprensa humorística paulistana, ao fundar, em 1864, o jornal "Diabo Coxo", usando o instrumento de comunicação para criticar duramente a escravidão. No mesmo ano, virou um dos poucos negros aceitos na Maçonaria paulistana. 

Engajado na luta abolicionista, se constituiu como advogado e enfrentou muitas lutas judiciais para defender negros escravizados. No fim de sua vida, Luís Gama havia libertado cerca de 500 cativos. 

Tinha em sua casa um recipiente com moedas para dar assistência a negros libertos que passavam por necessidades, visto a dificuldade de reinserção social que enfrentavam após a libertação. Também mantinha contato com jornais e comerciantes e usava sua influência para empregar negros alforriados. Recebia, em sua casa, cativos maltratados pelos seus senhores, alguns fugidos, outros revoltosos, outros que queriam libertar os filhos das garras da escravidão. Segundo Boris Fausto, seu biógrafo mais famoso, Luís Gama foi um símbolo da luta contra a escravidão e atendia a todos que o procuravam com o mesmo cuidado e proteção.

Gama obteve, em sua época, apoio e admiração de figuras famosas como Joaquim Nabuco, Castro Alves e Raul Pompeia, pessoas cruciais para a construção do pensamento abolicionista brasileiro. 

Gama morreu em 24 de agosto de 1882, vítima de diabetes. Seis anos antes da lei áurea.

Seu enterro foi um dos acontecimentos mais emocionantes da história da cidade, o triste evento reuniu uma multidão. O caixão foi carregado por amigos jornalistas, da maçonaria, ex-escravizados e cativos liberados pelos donos.

Na morte, Luís Gama conseguiu a proeza de reunir negros e brancos de classes sociais diferentes segurando as alças do mesmo caixão. Mais de 40 homens revezaram-se para carregar a urna que guardava o corpo de Gama. O estado de São Paulo decretou 5 dias de luto, poucas pessoas trabalharam no dia. Em respeito à morte,  o governador proibiu o açoite de negros por 10 dias.

Sobre esse grande homem, o autor Raul Pompéia escreveu:

"...não sei que grandeza admirava naquele advogado, a receber constantemente em casa um mundo de gente faminta de liberdade, uns escravos humildes, esfarrapados, implorando libertação, como quem pede esmola; outros mostrando as mãos inflamadas e sangrentas das pancadas que lhes dera um bárbaro senhor; outros... inúmeros. 

 E Luís Gama os recebia a todos com a sua aspereza afável e atraente; e a todos satisfazia, praticando as mas angélicas ações, por entre uma saraivada de grossas pilhérias de velho sargento. Toda essa clientela miserável saía satisfeita, levando este uma consolação, aquele uma promessa, outro a liberdade, alguns um conselho fortificante. 

E, por essa filosofia, empenhava-se de corpo e alma, fazia-se matar pelo bom...Pobre, muito pobre, deixava para os outros tudo o que lhe vinha das mãos de algum cliente mais abastado."

Luís Gama é um personagem incrível na história brasileira, a página agradece o apoio de todos e a oportunidade de poder mostrar um pouco da história desse grande homem.

"Eu advogo de graça, por dedicação sincera à causa dos desgraçados; não pretendo lucros, não temo violência”. (Luís Gama)

Ref Joel Paviotti

Iconografia da história

UMA ÚNICA VELA ROMPE A ESCURIDÃO

 


Estamos vivendo momentos muito difíceis onde problemas sanitários, econômicos e políticos estão exibindo as entranhas do Brasil, ainda que a crise seja global.

As sombras vieram à tona. O que estava oculto está sendo revelado, não apenas na situação político-econômico-social, mas dentro de cada um de nós.

A forma como reagimos a esse momento revela também nossas próprias sombras, mas enquanto nos ocupamos em apontar a escuridão nos outros ou na política,  deixamos de nos transformar para nos tornarmos homens melhores, que é a razão pela qual estamos na maçonaria.

Cada um de nós traz dons e habilidades uteis à sociedade. Uns tem ótimo raciocínio e boas ideias, outros encontram soluções criativas. Alguns tem habilidades e dons para curar, outros o dom da oratória. Uns amam estar em grupo e iniciar movimentos que se expandam, outros preferem ficar no jardim cuidando de uma única sementinha.

O momento requer que cada um de nós descubra seu dom e o coloque a serviço de todos. 

Precisamos evitar a armadilha de sermos sugados por essa ilusão coletiva que diz que o nosso destino está nas mãos de outros e não de nós próprios. 

Enquanto ficamos revoltados, reclamando, atacando. alimentando essa onda que causa angústia e medo, deixamos de fazer a única coisa que poderia ser verdadeiramente revolucionária. Existir. Ser a luz que somos.  Não importa a sombra que nos rodeia, estamos aqui para manifestar nossa luz. Uma única vela acesa rompe a escuridão.

Se você for alguém influente na política, seja luz. Se você for influente na educação, seja luz na educação. Se for dono de um quiosque na praia, coloque amor ao preparar os sanduiches. Onde quer que esteja, faça o seu melhor.

Pare de desperdiçar sua energia julgando, polarizando, atacando. Isso não resolve. Apenas aprofunda essa divisão e esses conflitos que nos cegam a todos. 

Temos um poder imenso e tudo pode se transformar se formos sábios e corajosos para fazer a única coisa que nos cabe. Fazer o nosso melhor. Vibrar a luz.


DEZ CONDUTAS MAÇÔNICAS






1) Sirva à Maçonaria e não à pessoas, ainda que sejam maçons

2) Quando, por razões fundamentadas, não concordar com ideias, propostas ou condutas, mantenha-se imparcial 
e com honestidade, deixando de lado simpatias ou antipatias pessoais;

3) Você é sempre responsável por proteger e defender a Ordem quer de inimigos externos e também, infelizmente daqueles que usam avental;


4) Não se venda por medalhas, títulos, cargos, alfaias e elogios;

5) Quando for indicar um candidato, lembre-se que deve ser uma pessoa que se tiver 
de levá-la para dentro de tua casa, ela não ocasione problemas à tua família;

6) Mantenha se sempre leal, fiel da verdade e da justiça. É o que se espera de um verdadeiro maçom. 
Aprendizes, Companheiros e Mestres devem te-lo como modelo;

7) Os exemplos falam mais do que palavras; 


8) Não seja agressivo, oportunista ou inconsequente, pois baixaria, truculência e contestação infundada e mentirosa não são compatíveis com as nossas virtudes e princípios, 
maculando os Templos Maçônicos;

9) Não olhe para um Irmão como se fosse seu superior hierárquico, porém respeite as autoridades maçônicas legalmente constituídas, bem como, se for necessário, exija delas, usando os caminhos e meios legais maçônicos, que desempenhem os seus cargos com dignidade, probidade, humildade 
e competência, pois não estarão fazendo mais do que sua obrigação;

10) Seja um obreiro útil, humilde, dedicado, competente, de atitude e instruído nos augustos mistérios da Arte Real, pois, caso contrário, poderá ser manipulado e inconscientemente prestar serviços para aqueles pseudo maçons que representam a anti-maçonaria.


GEMATRIA E JUDAÍSMO

                                                                                     



        Os místicos judaicos ensinam que o idioma hebraico foi criado por Deus e que o mundo foi criado com as letras  daquele idioma. Cada letra representa uma potencia da criação e as equivalências numéricas não são meras coincidências, mas trazem em si sentidos ocultos, que só podem ser descobertos através de profundos estudos. E a Gematria tem a habilidade de conectar assuntos aparentemente não relacionados. 

        Cada letra em Hebraico tem um valor numérico. (א =1, ב=2...). (Veja a tabela acima) Considere o valor numérico da palavra Hebraica para "rico", ashir (עשיר), que é 580 (ע=70, ש=300, י=10, ר=200). A palavra para uma pessoa pobre é ani (עני), e equivale a 130 (ע=70, נ=50, י=10). 

        A diferença entre elas é de 450, que também é o valor numérico da palavra tan (תן), que significa "dar" em Hebraico. Então a diferença entre o "rico" e o "pobre" está no poder benevolente de "dar".

DOACÃO DE ALIMENTOS DA ARLS CHEQUER NASSIF 169

 



        Minhas palestras em Lojas Maçônicas, Rotary Clubes e outras instituições são pagas através da doação de alimentos a instituições de beneficência. Desde 2003 até o momento, em mais de 2000 palestras, isso representou uma doação superior a 200 toneladas de alimentos, agasalhos, material escolar e muitas outras coisas.

       Estas fotos são o fruto da doação da ARLS Chequer Nassif n. 169 de São Bernardo do Campo referente a palestra realizada ontem, dia 10,  para a família maçônica, sob o título "Os ensinamentos da Arca de Noé para um relacionamento Feliz. 

      Segundo o irmão-poeta Adilson Zotovici, responsável pelo convite, a Loja se empenha num trabalho para a arrecadação de pelo menos cem cestas básicas. 

PALESTRA NA ARLS CHEQUER NASSIF 169 - S. BERNARDO DO CAMPO

 


              

     

A convite da ARLS Chequer Nassif 169 de SBC, e com a presença de cerca de 50 pessoas, sendo 20 casais, pude proferir a palestra repaginada "Os ensinamentos da Arca de Noé para um relacionamento feliz". Apesar de ser virtual foi um evento muito agradável, especialmente pela presença das esposas, que raramente participam de eventos  como este. Os comentários das cunhadas, muito bem humorados, mostraram o quanto elas gostaram do evento. A minha esposa Alice agradeceu emocionada o mimo, composto de flores e bombos com que foi presenteada pela Loja, que também providenciou uma belissima placa como recordação dessa noite memorável. Abaixo, algumas opiniões de participantes da palestra.

😀😂

A Palestra de nosso querido e sapiente Ir.'. MICHAEL traz-nos um enfoque profundamente humanístico nas relações em todos os âmbitos. A Moral,  Ética, os Valores Pessoais e a capacidade de Discernimento Espiritual são a tônica desse exercício intelectual.

Nosso agradecimento de coração a você MICHAEL !!!

T.'.F.'.A '. NEWTON AGRELLA

😀😂

Faço minha as palavras do Irmão AGRELLA. Uma brilhante palestra, que remete qualquer casal a uma profunda reflexão.

Fraternalmente, Cremilton Silva

😀😂         

Nossa Loja Chequer Nassif agradece ao irmão Celso  coordenador da nossa Confraria e aos demais irmãos que puderam estar na reunião de hoje com a Palestra do irmão Michael Winetzki  , onde nossas cunhadas adoraram esse belissimo  trabalho desse erudito irmão....

Grato a todos , grato irmão Michael!!!   Adilson Zotovici

VOCE SABE O QUE FOI A INQUISIÇÃO?

 



A Inquisição foi um tribunal religioso criado em 1231 pelo Papa Gregorio XII com o objetivo de reprimir e castigar tudo o que fosse considerado heresia pela Igreja Católica Romana. Seu primeiro objetivo foi combater os cátaros (ou albigenses), uma seita cristã considerada herética que atuava principalmente no Sul da França e Norte da Itália. 

A Inquisição Espanhola foi criada em 1478 pelos reis Fernando e Isabel. No princípio, perseguiu os judeus e muçulmanos convertidos que eram acusados de praticarem suas antigas crenças. Apesar de seu caráter religioso, a Inquisição foi amplamente usada como instrumento político. Ela serviu para conter o avanço dos protestantes na Itália e para perseguir inimigos dos reis Fernando e Isabel na Espanha

O frade dominicano Tomás de Torquemada que foi o principal inquisidor espanhol, tinha tanto poder que rivalizava com os reis da Espanha. Calcula-se que ele tenha condenado à morte de 2.000 a 10.000 pessoas. A sanha assassina e má fama de Torquemada era tamanha que o próprio Vaticano se incumbiu de destituí-lo do poder. Conta-se que Torquemada rezava baixinho enquanto os suspeitos tinham sua pele queimada, as unhas arrancadas e parafusos aplicados no polegar. As mulheres suspeitas de bruxaria eram despidas para que os inquisidores pudessem procurar em seus corpos tatuagens ou marcas que representassem o pentagrama invertido.

A tortura passou a ser permitida nos tribunais em 1254 pelo papa Inocêncio IV, cerca de 20 anos depois de criada a Inquisição. As punições da Inquisição iam da privação de “benefícios espirituais” e prisões, do confisco de bens e morte na fogueira. Entre os mais terríveis instrumentos de tortura usados pela Inquisição estão: o corta-joelhos, o triturador de cabeças, o arranca-seios e a donzela de ferro (que inspirou uma conhecida banda de heavy metal).

Ao contrário do que é normalmente propagado, o uso da tortura nunca foi usado em grande escala pela Inquisição. Mas é sabido que centenas de pessoas foram cruelmente torturadas com o objetivo de arrancar confissões/revelar heresias. Os historiadores acreditam que 50.000 pessoas (a maioria mulheres) tenham sido condenadas à fogueira por suspeita de bruxaria, pacto com o diabo e até por “lançar mau-olhado” em regiões de países como Alemanha, Suíça, Polônia, Dinamarca e Inglaterra. Na Idade Média, os gatos pretos eram vistos como bruxas transformadas em animais. Eles chegaram a ser perseguidos pela Inquisição.

Nem os defuntos escapavam da Inquisição. Quando descobria-se que um morto havia sido herético, seu cadáver era desenterrado e queimado e até os canhotos foram perseguidos pelos tribunais da Inquisição. Eles eram considerados praticantes de bruxarias, mensageiros da morte e enviados do Diabo

A Inquisição agiu no Brasil e em diversos países da América, entre eles o México e Peru. Também foram criados tribunais na África (Cabo Verde) e na Ásia (Goa). 
Calcula-se que 400 brasileiros tenham sido condenados pela Inquisição. Como os casos mais graves eram enviados para Portugal, os condenados à fogueira eram executados lá. 

O Santo Ofício mudou duas vezes de nome. Hoje é conhecido como Congregação para Doutrina da Fé. Detalhe: Joseph Ratzinger, que foi o papa Bento XVI, dirigiu a Congregação durante 24 anos. A Inquisição durou quase sete séculos.

Algumas das vítimas mais conhecidas da Inquisição são Galileu Galilei, Joana D’Arc, Giordano Bruno e a brasileira Branca Dias.

13 REGRAS CABALÍSTICAS



Uma parte significativa dos rituais maçônicos de todos os ritos e em todos os graus tem como base uma antiga ciência mística chamada Cabalá. Mas a Cabalá também oferece instruções para a vida como estas regras a seguir.

(As 13 regras cabalísticas da existência)

01 - O impulso fundamental do homem é sempre em direção à Luz ("Or", em hebraico).

02 - Não se deixe enganar pelos 5 sentidos.

03 - Devemos procurar transformar toda ação reativa em proativa e, assim, procurar transformar nosso desejo de resultados imediatos.

04 - Suas reações são o seu verdadeiro inimigo. Aprendendo a vencer sua reatividade você permite a sua entrada na dimensão do Mundo Infinito.

05 - Nunca coloque a culpa dos seus problemas em situações externas ou em outras pessoas: você é a única causa e efeito de si mesmo.

06 -Todo obstáculo é uma oportunidade para que você se torne cada vez melhor e mais centrado.

07 - Quanto maior o obstáculo, maior possibilidade de revelação da Luz.

08 - A Luz está presente em todas as coisas; o seu nome é Shechiná ("Presença Divina"

09 - O único e verdadeiro inimigo da humanidade é o Satan ("obstáculo"), um programa serial existente dentro da estrutura do ego e que domina boa parte da ação do homem.

10 - O Satan também está presente em todas as coisas. Tudo o que existe e que pode ser captado pelos 5  sentidos pode estar sujeito à influência da contra inteligência.

11 - As principais ferramentas do cabalista para vencer a força do Satan são as letras hebraicas e as energias de que elas são capazes de expressar.

12 - Qualquer negatividade identificada em outra pessoa e que se transforme em julgamento é um reflexo de sua própria vida. Assim, qualquer julgamento revela somente quem você é e em que dimensão você se encontra.

13 -Somente quando nos dedicamos ao autoconhecimento é que teremos condições de mudar o mundo à nossa volta, pois todos os problemas estão centrados na alma.
 
Fonte: Academia de Cabala

CUIDADO COM O CORAÇÂO NO INVERNO

 




Estamos em pleno inverno e além da pandemia da Covid-19 surgem novos problemas de saúde quando cai a temperatura, especialmente para quem já passou dos 60 anos.


As mortes por infarto aumentam no frio, principalmente se os termômetros estiverem abaixo dos 14 graus. Isso porque o frio pode elevar a pressão e romper as placas de gordura das artérias.


Pessoas com co-morbidades como obesidade, fumantes ou aquelas que tem colesterol alto devem se agasalhar bem e evitar mudanças bruscas de temperatura.


Diabéticos e hipertensos correm ainda maiores riscos. Luvas e gorros são importantes. É recomendável consumir bebidas quentes como chá e praticar exercícios físicos moderados.


Importante: procure se manter hidratado bebendo pelo menos 2  litros de água (8 copos) todos os dias, mesmo que esteja sem sede.


A HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO DIA DAS MÂES



A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em maio de 1905, em uma pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. 

A idéia do movimento era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele mesmo ano. 

Ann Marie tinha almejado um feriado especial para honrar as mães. E Anna jurou terminar o trabalho que ela havia começado.

Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. Em 10 de maio de 1908, ela conseguiu que fosse celebrada um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista Andrews, da cidade de Grafton (Virgínia Ocidental). Anna nasceu em 1864 na cidade de Webster, localizada no mesmo Estado, mas mudou-se para Grafton antes de completar dois anos de idade. 

A primeira celebração oficial do dia das mães aconteceu somente dois anos depois, em 26 de abril de 1910, quando o governador William E. Glasscock incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Virgínia Ocidental se tornou o primeiro a reconhecer a data oficialmente. Mas rapidamente outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.

Em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data. 

Aqui no Brasil, como na Europa, a comemoração é feita na mesma data.

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa adiante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe. 

 Cravos: símbolo da maternidade

Durante o primeiro serviço religioso comemorativo ao dia das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

A mãe homenageada

A mãe de Anna, Ann Marie Reeves Jarvis, chegou na West Virginia aos onze anos de idade. À época, o pai dela (avô de Anna), reverendo Josiah W. Reeves, era um ministro da igreja metodista. Ann Marie casou-se com Granville E. Jarvis, filho de um ministro batista, em 1850, aos 17 anos. O casal teve Anna e mais seis filhos, mas somente quatro chegaram à vida adulta. 

A mãe pioneira Anna não foi a primeira a sugerir a criação do Dia das Mães. Antes dela, em 1872, Julia Ward Howe (1819-1910), chegou a organizar em Boston um encontro de mães dedicado à paz. Howe, autora de "O Hino de Batalha da República", era casada com Samuel Gridley Howe, um líder em educação progressiva e também um abolicionista convicto. 

 No Brasil 

O primeiro "Dia das Mães" brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou o feriado.

NÃO ME COLOQUE NO FERRO VELHO DAS ALMAS



Um ferreiro, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos, trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas apesar de toda a sua dedicação nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário, seus problemas e dívidas se acumulavam cada vez mais.

Uma bela tarde, um amigo que o visitava - e que se compadecia de sua situação difícil - comentou:

– É realmente muito estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas, apesar de toda sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.

Eis o que disse o ferreiro:

– Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espada. Você sabe como é feito? Primeiro, eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que ela fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo ela é mergulhada num balde de água fria, e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

– Às vezes, o aço chega até minhas mãos e não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria termina por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

– Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceitado as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: "Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.

A DOUTRINA MAÇONICA "SECRETA"



Costumamos classificar a Maçonaria como sendo uma escola de ética e moral que oferece a seus membros o ensinamento de uma doutrina (do latim docere) maçonica.

Doutrinar significa ensinar ideias filosóficas mas de maneira geral isso se refere mais a  ensinamentos religiosos. As doutrinas podem ser de fé, filosóficas, morais, ocultas, esotéricas, ideológicas, enfim, de qualquer tipo de conhecimento sistematizado.

Tanto no Rito Escocês Antigo e Aceito como em outros outros ritos cada grau constitui uma doutrina em separado. Desta maneira a Maçonaria oferece  múltiplas doutrinas, ou ensinamentos doutrinários, aos seus membros.

Sabemos que as doutrinas qualificadas de "secretas" como os "antigos mistérios" que se supõe ter sido preservados ao longo do tempo são atraentes e despertam muita curiosidade 

 Mas não existem mais doutrinas secretas; a internet contém e revela todo o saber humano. A  Maçonaria, que alardeava manter secretos os seus ensinamentos, hoje nada mais tem para ocultar, seja para os maçons, seja em relação aos profanos.

Logo, a Maçonaria não é uma doutrina secreta. Funciona em endereços conhecidos, seus telefones são publicados em listas e tem o registro de suas atas e estatutos em cartório, bem como contas correntes em bancos. 

Apenas os iniciados conseguem entender os ensinamentos, que dirigidos à mente e ao coração, transformam um homem bom em um homem ainda melhor. Esse é o verdadeiro segredo da Ordem.

ANTROPOMORFISMO E METÁFORAS




Antropomorfismo é a atribuição de características ou aspectos humanos a Divindade, como essa representação do Criador na Capela Sixtina. A terminologia da Cabala e de uma maneira geral das religiões  é altamente antropomórfica.

Os termos são apreendidos de conceitos humanos e do mundo material. A razão é que esses são os únicos tipos de palavras que o homem entende. Os conceitos espaço-temporais são impostos sobre a mente do homem que vive em um mundo espaço-temporal.

É por esse motivo que a Bíblia e os livros que se referem às religiões fazem uso de linguagem antropomórfica. Pois se eles se limitassem a termos e conceitos apropriados a divindade nós não entenderíamos nem os termos nem os conceitos. 

As palavras e ideias empregadas devem ser  adaptadas para a capacidade mental do ouvinte de modo que o assunto penetre primeiro em sua mente, no sentido corpóreo em que os termos concretos são compreendidos. Só então se pode avançar para tentar um entendimento em que a apresentação é apenas aproximada, metafórica. 

O pensador sagaz fará um esforço para remover os significados materialistas da essência e elevará o seu entendimento passo a passo até  alcançar o máximo de conhecimento da verdade que o seu intelecto for capaz de apreender.

É necessário ter sempre em mente que os termos e conceitos precisam ser despojados de conotações temporais, espaciais e corpóreas. Nenhuma noção ou conceito antropomórfico pode ser imputável à Divindade. Mas deve-se notar que a terminologia antropomórfica empregada nos Escritos Sagrados, nos rituais maçônicos e em outros, não é arbitrária. De fato, esses termos são cuidadosamente escolhidos e possuem um significado profundo.

Os escritos cabalísticos e místicos estão repletos de referências à ideia de que o mundo inferior, em geral, e o homem em particular, foram criados à "imagem" do "mundo superior". Todas as categorias que podem ser encontradas no mundo inferior e no homem são representações homônimas e alusões a determinados conceitos e noções sublimes a que eles correspondem.

Certamente não há qualquer semelhança entre Deus e a criação, e nos níveis supremos do plano estritamente espiritual não há coisas tais como olhos, ouvidos, mãos e assim por diante, nem atividades e sensações tais como ouvir, ver, andar, falar e assim por diante.

No entanto, todas essas atividades e conceitos espaço-temporais simbolizam  as categorias originais supremas puramente espirituais. por meio da seguinte analogia: escrever o nome de uma pessoa em um pedaço de papel certamente não cria semelhança, conexão ou relação entre as letras ou palavras escritas no papel e a pessoa que teve o nome anotado. Mesmo assim, essa escrita é um símbolo ou sinal que tem relação com aquela pessoa, trazendo à lembrança e denotando toda a sua entidade concreta. 

O mesmo se dá em relação aos conceitos e termos antropomórficos: Embora não haja nenhuma conexão concreta ou direta nem semelhança entre eles e os significados que procuram expressar, mesmo assim eles são os sinais e símbolos correspondentes que se relacionam e denotam categorias, noções e conceitos específicos que têm natureza estritamente espiritual, não espacial e não temporal. É dessa maneira, portanto, que a terminologia antropomórfica deve ser entendida.


BRINCANDO COM AS PALAVRAS - MATRIX - Newton Agrella



Newton Agrella é escritor, tradutor e palestrante. Um dos mais respeitados estudiosos da maçonaria no Brasil.


Originária do Latim, a palavra MATRIX, derivou-se do vocábulo  MATER que significa "mãe", "matriz".

No tocante à MATRIZ a relação que se faz com esse termo nos dá conta sobre o lugar onde alguma coisa se gera ou se cria; isto é, a fonte de origem.

É claro que ao longo do exercício da linguagem e no seu curso de expansão de significados, MATRIZ, ganhou como figura de construção gramatical, significado jurídico, matemático, científico e também religioso.

Por outro lado, MATRIX não é somente título de filme, mas antes de tudo, um substantivo muito utilizado no jargão da Filosofia que se referec a uma simulação que elabora um mundo imaginário em que o ser humano é um  prisioneiro da realidade, muito mais como a Caverna de Platão. 

As sombras ou imagens que os presos vêem no muro são tudo o que os presos sabem do mundo exterior.

Observe como é interessante a confluência semântica que se forma a partir da relação íntima destas palavras, mas que de algum modo, acabam seguindo seu próprio destino e protagonismo.

MATER, mãe, útero

MATRIZ, fonte

MATRIX, Simulação do Mundo Imaginário

Todas conversam entre si.

Estabelecem uma profunda relação de coexistência no interior de cada um de nós.

Elas habitam em nós !!!

As três obedecem critérios éticos e morais que se traduzem como elementos para nossa construção íntima.

MATER, nossa referência de vida e o ventre para o qual nos refugiamos e buscamos abrigo.

MATRIZ, como o centro de conexão entre a nossa Alma, Corpo e Espírito, que sintetizam o ser humano.

MATRIX, o exercício dialético entre o Mundo Interior e o Mundo Exterior, que guarnece o sutil exercício da consciência.

Fim do jogo e chega de brincadeira.



CRIME E CASTIGO - Gibran Khalil Gibran

  



 
Gibran Khalil Gibran foi um extraordinário ensaísta, prosador e poeta de origem libanesa, autor de um dos livros mais icônicos do mundo "O Profeta". Dedicou-se também a filosofia e a pintura. Faleceu em Nova York em 1931


Então, um dos juízes da cidade avançou e disse: Fala-nos do Crime e do Castigo.
 
E ele respondeu, dizendo; É quando o vosso espírito vagueia pelo vento que vós, solitários e indefesos, fazeis mal aos outros e também a vós mesmos. E é pelo mal que fazeis que devereis bater à porta dos abençoados e esperar.
 
O vosso eu interior é como o oceano; permanece para sempre imaculado.  E, tal como o etéreo, só ergue os seres alados. O vosso eu interior é como o sol; não conhece os esconderijos da toupeira nem procura as tocas da serpente. Mas o vosso eu interior não habita sozinho dentro de vós. Muito em vós ainda é humano, e muito não o é.
 
Mas um pigmeu disforme que caminha sonâmbulo no nevoeiro à procura do seu próprio despertar. E é do homem em vós que agora irei falar.
 
Pois é ele e não o vosso eu interior, nem o pigmeu no nevoeiro que conhece o crime e o castigo do crime. Muitas vezes vos ouvi falar daquele que comete um crime como se não fosse um de vós mas um intruso no vosso mundo.
 
Mas digo-vos que, tal como os santos e os justos não se podem erguer mais alto do que o mais alto que existe em cada um de vós também os maus e os fracos não podem cair mais baixo do que o mais baixo que existe em vós.
 
E tal como uma simples folha só amarelece em conjunto com toda a árvore, também aquele que comete um crime não o pode fazer sem a anuência secreta de todos vós.
 
Como numa procissão, caminhais juntos em direção ao vosso eu interior.
 
Vós sois o caminho e o caminhante e quando um de vós cai, cai por aqueles que vêm atrás, para os avisar da pedra que encontraram no caminho. E cai por aqueles que vão à sua frente, que, embora mais rápidos e seguros, não estão livres de tropeçarem na mesma pedra.
 
E notai que, embora a palavra vos pese no coração: o assassinado não está isento de responsabilidade pelo seu próprio assassínio, e o roubado não está isento de culpas por tê-lo sido.
 
O justo não está inocente dos feitos do malvado, e o que tem as mãos limpas não está limpo dos atos do culpado. Sim, o culpado é por vezes vítima do ofendido. E ainda mais vezes é o portador do fardo dos inocentes e retos.
 
Não podeis separar o justo do injusto e o bom do mau; pois eles andam juntos ante a luz do sol, tal como juntos são tecidos os fios brancos e negros.
 
E quando o fio negro quebra, o tecelão examina todo o tecido e também todo o tear.
 
Se algum de vós trouxer a julgamento a mulher infiel, que também pese o coração do marido e meça a sua alma. E que aquele que quiser flagelar o ofensor olhe para o espírito do ofendido.
 
E se algum dá vós punir em nome do que é justo e cortar com o machado a árvore do mal, deixe então que se vejam as raízes 
e encontrará as raízes do bom e do mau, do que dá frutos e do que não dá, entrelaçadas no coração silencioso da terra.
 
E vós, juízes, que quereis ser justos, que condenação ireis dar àquele que, embora honesto de corpo, é um ladrão de espírito? Que castigo ireis dar àquele que flagela a carne e também flagela o espírito?
 
Como procedereis com aquele que nos seus atos é falso e opressor, mas que, no entanto, é também enganado e oprimido? E como ireis punir aqueles cujos remorsos são maiores do que os crimes que cometeram?
 
Não será o remorso a justiça que é administrada pela própria lei que quereis servir?
 
No entanto, não podereis impor o remorso ao inocente, nem arrancá-lo do coração do culpado. Subitamente, à noite, ele convocará os homens para que olhem para si próprios.
 
E vós, que deveis entender a justiça, como o podereis fazer a menos que olheis para os fatos à plena luz?
 
Só assim sabereis que o ereto e o caído são um único homem no crepúsculo entre a noite da sua pequenez e o dia da sua espiritualidade 
e que a pedra mãe do templo não é mais alta que a mais funda pedra dos seus alicerces.

A COMUNIDADE JUDAICA NA ROMA CLÁSSICA

 


A comunidade Judaica na diáspora romana remonta ao século II aC e foi relativamente grande. Várias sinagogas e catacumbas são conhecidas e testemunham uma pujante vida Judaica em Roma.

Sabe-se que por volta de 120 aC uma delegação Judaica de Jerusalém visitou Roma e dialogou com a Comunidade local. No entanto a comunidade realmente começou a crescer quando Pompeu foi chamado a ajudar na luta entre duas correntes dos Hasmoneus e como consequência conquistou o Reino da Judeia em 63 aC, restituiu Horkanus ao poder sem dar-lhe autonomia. Pompeu traz a Roma muitos Judeus como escravos.

A partir de 66 CE começa na Galileia a Grande Revolta contra Roma, vencida por Vespasiano em 68 CE. A revolta se espalha para o sul, Tito, filho de Vespasiano assume o comando e conquista Jerusalém. Após a destruição de Jerusalém em 70 CE, milhares de Judeus são trazidos como escravos. Este grande grupo populacional será quem constrói o Coliseu.

Esta comunidade manteve uma certa distância do novo Judaísmo Rabínico da Judeia, mantendo vários traços do Judaísmo arcaico. Um exemplo é que as casas de oração não são chamadas de Sinagogas e sim Casa de Estudos e tampouco há, em Roma antiga, menção de Rabinos, função inexistente na época do Templo.

A história da comunidade Judaica da Roma antiga é conhecida através de várias fontes clássicas, Latinas e Gregas além dos escritos de Flávio José que foi o historiador Judeu do Século 1, conhecido entre os Judeus como Yossef Ben Matitiahu. Algumas informações adicionais sobre práticas de culto em Roma podem ser encontradas no Talmud. As inscrições encontradas nas catacumbas Judaicas são valiosas fontes de informação sobre as “sinagogas”. Grande partes destas lápides se encontra hoje no Museu do Vaticano.

Autores clássicos

Um dos textos-chave é escrito pelo filósofo Judeu Philo de Alexandria, que visitou Roma como membro de uma delegação ao imperador Caligula (40 CE). Em seu relatório, ele faz uma visão geral da vida dos judeus em Roma, mencionando que sua posição havia sido garantida pelo imperador Augusto. Augusto permitiu que eles enviassem seus impostos (os “primeiros frutos”) a Jerusalém, lhes deu cidadania Romana e permitiu estudar leis Judaicas (em vez de Romanas). Ele também decretou que, se um Judeu fosse agendado para receber sua quota mensal de grãos em um sábado, ele ficava autorizado a retornar noutro dia

Esta é uma imagem altamente idealizada. Roma não era o paraíso Judaico que Philo quer mostrar. Por exemplo, a água do aquaduto Aqua Alsietina não era saudável e só podia ser usada para fins de irrigação. No entanto, os Judeus foram forçados a usar este aqueduto, porque ele chegava a seu bairro.

As atitudes dos Romanos não-Judeus são descritas pelo poeta Juvenal. que desdenha os estranhos hábitos dos Judeus em geral e ri da pobreza dos Judeus perto da Porta Capena em particular. A acusação de pobreza é típica do anti-semitismo grego e romano; Entre os hábitos estranhos estão a abstinência da carne de porco, o estudo da Lei de Moisés (considerado como uma recusa de aprender a lei Romana), a circuncisão, o comportamento anti-social e a manutenção do sábado (considerado como preguiça).

O governo Romano não estava realmente interessado nos Judeus, como pode ser demonstrado pelo fato de que mesmo um imperador bem-intencionado como Augusto não sabia que os Judeus podiam comer no sábado, acreditando que eles jejuam.

É possível estimar o número de Judeus Romanos durante o reinado de Augusto. O historiador judeu Flavius ​​Josefo menciona um processo na corte, em que 8 mil judeus de Roma se juntaram a uma das partes. Ora, para participar de um julgamento eles deveriam ser homens adultos, porque as mulheres e os filhos não podiam participar de um processo judicial.

Uma vez que uma família nuclear consistia em pelo menos quatro ou cinco membros, deve ter havido cerca de 40 mil Judeus. É provável que este número tenha aumentado após a deportação em massa de prisioneiros de guerra após a queda de Jerusalém em 70 CE. Isso se reflete no enorme tamanho da catacumba de Monteverde. (NOTA: Até o presente todos os relatos de Josephus Flavius têm se mostrado exatos)

Há ainda algo extremamente forte: 534 catacumbas com inscrições em Hebraico datando desde o século I aC após a batalha de Pompeu em 63 aC, a partir de quando muitos Judeus foram trazidos como escravos. Algumas inscrições mecionam “libertos” o que faz crer que sejam escravos Judeus que conseguiram comprar sua liberdade. A partir do ano 70 CE cresce vertiginosamente a população Judaica de Roma em função da destruição do Templo por Tito e a dispersão que ele ordenou.

O uso de catacumbas por Judeus tem mais de uma explicação. Judeus acreditam na ressurreição e não podem cremar seus mortos. O custo da terra era imenso para escravos e pobres. As catacumbas estão em grutas baratas. Na Judéia era costume difundido enterrar em cavernas (vide Qumran).

A catacumbas Judaicas têm características muito distintas das demais. Os corredores entre os túmulos são amplos enquanto as catacumbas não-Judaicas têm corredores bastante estreitos. Nas grutas há algo como “câmeras” ou “quartos” muito parecidos com o que há na Judéia e que está bem descrito na Mishná.

Muitos dos túmulos mencionam a ‘Sinagoga” (chamadas Casa de Estudos) a qual pertenciam e consegue-se identificar 13 Sinagogas na Roma Antiga, com seus nomes e localização e há mais algumas que não se consegue identificar. Interessante mencionar duas delas: Sinagoga Hebraica e Sinagoga Vernacular. A primeira parece ter sido a primeira Sinagoga de Roma e lá se utilizava o Hebraico. Já a outra, aparentemente, tinha seus ritos em Latim.

Outro fator interessante: 76% dos nomes tinham raízes Gregas e só 23 % Latinas. Isto parece demonstrar que os Judeus carregavam muito mais a cultura Grega que a Latina. Apenas 5 tumbas tinham nomes Hebraicos. Isto se confirma na carta de Paulo aos Romanos (Epístolas aos Romanos 16, 5-16). Nesta carta ele saúda 18 pessoas com nomes Gregos, 4 com nomes Latinos e 2 Hebraicos.

Interessante notar que todos os Judeus que tinham nomes Latinos eram membros da Sinagoga Elaias. Não se sabe a razão, mas aparentemente estes formavam uma minoria com congregação separada das demais. Outra característica interessante: nos escritos Judaicos em Grego há uma série de erros gramaticais básicos. Isto parece indicar um nível educacional mais baixo. Talvez isto corrobore o que disse Juvenal, que os Judeus eram pobres (e daí que não podiam pagar uma boa educação). Nas pedras lapidares mencionam-se filantropos, escribas, líderes de Sinagoga, tesoureiros mas não há nenhuma menção a Rabi, o que parece indicar que Roma não havia ainda aceito os Rabinos pós destruição do Templo. Há uma lápide onde diz ser "um professor da lei” mas nunca Rabi.

O Gueto Judaico

Escondido no coração da cidade, o Gueto Judaico de Roma é uma das melhores atrações da cidade e também um dos seus menos conhecidos. Como a mais antiga comunidade Judaica da Europa, esta área bela e vicejante é tão básica para a história da cidade quanto para a fé Judaica. O Gueto é bem recente em termos históricos.

O Gueto foi estabelecido em 1555 no Bairro de Sant’Angelo, perto do Rio Tibre, na parte sul do Campo de Fiori. Suas fronteiras foram fixadas em uma Bula Papal, juntamente com várias leis discriminatórias sobre o profissões que Judeus podiam e não podiam exercer. Dentre as profissões aceitas estava a de vendedores de peixe, que ainda empresta seu nome a ruas na área do antigo mercado de peixes.

Esta profissão visava marcar os Judeus como pessoas sem asseio. Embora o bairro hoje tenha alguns dos preços de imóveis mais altos da cidade, o Gueto Judaico original (conhecido simplesmente como o Gueto de Roma) era murado em e super-lotado. Foi construído na Terra Baixa, área onde a malária proliferava e era sujeita a inundações regulares do Rio Tibre. A vida era cruel até que as paredes do gueto foram postas abaixo em 1888.

A cultura judaica cresceu e prosperou no Gueto de Roma, mas o bairro também testemunhou um dos episódios mais comoventes e cruéis da ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Após o governo alemão proclamar que os Judeus de Roma seriam poupados de deportação para os campos de concentração se pagassem um “resgate” em ouro – 50 kg – , muitos na cidade, incluindo o Vaticano, doaram seu ouro (embora haja dúvidas sobre se a oferta do Vaticano foi recusada ou não). Ainda que a comunidade judaica tenha juntado a quantidade necessária nas 36 horas ordenadas pelos nazistas, soldados alemães entraram no bairro em 16 de outubro de 1943 e deportaram entre 2.045 pessoas. Apenas 16 sobreviveram.

O governo de Roma afixou uma placa emocionante no local onde os Judeus foram juntados. Deste local foram levados a uma estação de trem, colocados em vagões totalmente fechados por dois dias sem comida ou asseio. Depois de dois dias os trens partiram para o campo de extermínio de Auschwitz, uma viagem de sete dias.

Ao longo dos anos, a área do Gueto se transformou num belo bairro cheio de restaurantes, igrejas e sinagogas que combinam a cultura Judaica com a grandiosidade da arquitetura Romana. As ruínas do enorme pórtico antigo, o Pórtico d’Ottavia, sobem desde 6 metros abaixo do nível da rua, trazendo ao mesmo tempo uma prova da história, bem como as mudanças que o tempo traz. O passado, Augusto havia erguido aí um memorial para sua sofrida irmã, Otávia. Nas ruínas deste portal funcionava o mercado de peixes medieval e a seu lado, o mercado de carnes.

Teatro Marcello

Recebeu o nome em homenagem a Marcus Marcellus, sobrinho do Imperador Augusto que seria seu sucessor mas morreu cinco anos antes da sua conclusão, aos 25 anos. O Teatro foi iniciado por Júlio César e completado por Augusto em 13 aC. Também é conhecido como o Coliseu Judaico por sua semelhança com o Coliseu original. Este antigo teatro ao ar livre podia receber cerca de 11.000 a 20.000 espectadores, e seus assentos ficavam cheios nas apresentações teatrais, de dança ou canto. Localizado no Bairro de Sant’Angelo, ainda hoje é palco de diferentes shows durante todo o verão. Nos andares superiores foram construídos apartamentos elegantes que oferecem belas vistas do centro da cidade e são ocupados por algumas das famílias Judaicas mais antigas da cidade.

A Grande Sinagoga

A Grande Sinagoga de Roma, ou o Templo Maggiore di Roma em italiano, é a maior sinagoga de toda Roma e, possivelmente, toda a Itália. Este edifício impressionante é bastante novo pelos padrões Romanos. Em 1870, com a unificação da Itália, as pessoas de fé Judaica receberam cidadania plena, o direito ao estudo e a qualquer profissão. A Comunidade passa a exercer profissões bem remuneradas, decidem derrubar uma das sinagogas do gueto original e elaborar planos para a Grande Sinagoga. A pedra fundamental foi colocada em 1901 e a sinagoga foi oficialmente completada em 1904, ou seja, é um verdadeiro bebê no horizonte Romano. A Sinagoga, em seu interior, impressiona por sua imensa beleza estética e por suas proporções. A imensa e altíssima cúpula, os mosaicos com passagens bíblicas, a área feminina muito bonita e o imenso pé direito nos chama à reflexão e oração.

Museu Judaico de Roma

O Museu Judaico está localizado sob a Grande Sinagoga. Aberto em 1960, exibe fantásticos adereços da Torá – coroas de prata e os chamados Rimini (peças de prata que cobrem os cilindros de madeira que seguram os pergaminhos). Há um sem número de capas da Torá, datados a partir de 1550 com as datas precisas em que foram usadas e o nome do doador de cada um. Há pergaminhos e esculturas de mármore das coleções da Comunidade Judaica de Roma, duas riquíssimas cadeiras esculpidas com motivos Judaicos usadas nas cerimônias de Breit Mila (circuncisão). Também conta a história dos Judeus e do Gueto Judaico de Roma, com fotos e recortes de jornal. La se aprende que de 1901 a,1907 Roma teve um. Prefeito Judeu – apenas 30 anos depois da emancipação, Judeus já galgaram importantes cargos públicos! Comece suas explorações do bairro aqui e assim terá informações sobre o contexto da região.

Vale mencionar que os Judeus de Roma não são Ashkenazim nem Sefaradim. Sua origem remonta à época do Templo, seus costumes são locais bem como seu rito religioso e de orações. Na verdade a dispersão dos Judeus pelo mundo se inicia com Tito e seguirá com ênfase por Adriano a partir de 132 dC quando Adriano faz com que Judeus sejam incorporados como ajudantes da Legião Romana, seguindo-os. Assim Adriano povoava as regiões conquistadas com estrangeiros e, ao mesmo tempo, evitava que os Judeus permanecessem agrupados, o que leva a a riscos de sublevação. (poderiam fazer parte dos primitivos Collegia Fabrorum).

La Bocca della Verità

A Boca da Verdade, ou Bocca della Verita, é a imagem do rosto de um homem esculpido em mármore. Localizado na entrada da igreja de Santa Maria na Cosmedin desde o século 17 e acredita-se que a escultura seja do século I. Embora saibamos que não esteja ligado ao Judaísmo ou ao Gueto Judaico de Roma, as lendas sobre suas origens variam de ser parte de uma fonte antiga, de uma igreja, de uma tumba, mas o mais estranho de todos é o seu poder como detector de mentiras . Desce a Idade Média os Romanos acreditavam que se você dissesse uma mentira com a mão na boca da escultura, sua mão seria mordida! Ainda que não ligada ao Judaísmo, é uma atração no Gueto.

A Escola Judaica

Localizada bem próxima à Grande Sinagoga, é um prédio imponente. É interessante notar que os edifícios em volta da escola são muito simples e pobres, enquanto a escola é linda, imponente e pujante – uma clara evidência da importância que Judeus dão à educação.

A Fonte das Tartarugas

A Fontane delle Tartarughe é uma fonte da época tardia do Renascimento, no riacho Sant’Angelo. Embora possa ter sido chamada de Fonte dos Golfinhos, já que no passado havia golfinhos onde hoje estão as tartarugas. Os golfinhos foram removidos devido à baixa pressão da água e as tartarugas foram adicionadas para que a fonte pareça completa. Originalmente construída como um bebedouro, a água era proveniente da Acqua Vergine, um dos primeiros aquadutos de Roma – uma grande obra para os Romanos do século VI!

O Coliseu

O Coliseu, que está fora do Gueto, é mencionado aqui por sua ligação com is Judeus de Roma. – afinal, foi construído totalmente por escravos Judeus trazidos por Vespasiano e Tito. Muitos destes escravos encontraram sua morte sendo dados como alimentos a feras famintas para deleite dos espectadores do Coliseu. Apesar de não haver sequer uma evidência de que Cristãos tenham sido martirizados no Coliseu, o Vaticano na idade média proclamou que isto havia ocorrido e assumiu a guarda do Coliseu, onde realiza a famosa Missa de Páscoa em memória aos mártires.
Interessante ressaltar que Judeus Cativos construíram as Pirâmides do Egito e 1400 anos mais tarde, Judeus cativos construíram o Coliseu.

…E quem sabe, até uma Igreja

Um tanto surpreendentemente, considerando todas as coisas, há mais de 15 igrejas na pequena área que compreende o antigo Gueto Judaico. Algumas das mais famosas são a Chiesa di Santa Maria del Pianto, Chiesa di San Tommaso ai Cenci, Chiesa di Santa Caterina dei Funari e Chiesa di San Stanislao dei Polacchi.

Hoje

Hoje Roma tem cerca de 40.000 Judeus. Cerca de 50% são praticantes ortodoxos. Há 18 Sinagogas, todas ortodoxas = não existe comunidade Conservadora e nem Reformista. Há apenas una Sinagoga Ashkenazi, 5 Sefaradim e as restantes do Rio Romano. As Sinagogas Sefaradim Ashkenazim se devem ao influxo de Judeus provenientes de Países Árabes, em especial Judeus da Líbia e Benazir que chegaram numa imensa onda migratória em 1967, após o pogrom de Tripoli. Grande número desta imensa imigração seguiu mais tarde para USA e Canada más ficaram um significativo número que usa estas cinco Sinagogas. Para servir esta comunidade há grande número de restaurantes e pizzarias Kasher bem como lojas, padaria, supermercados etc. O Carrefour tem 8 lojas com áreas Kasher.

 

NÃO JULGUE SEM CONHECER

 Pense antes de responder, conheça antes de julgar. Nestes tempos de pandemia, informações desencontradas e contra informações frequentes eu...